

De acordo com o documento entregue ao ministro Moraes, entre 2020 e 2025 foram instaurados 34.003 procedimentos em todo o país, configurando uma média de aproximadamente 18,65 casos por dia.
O órgão afirmou ainda que a sindicância não se destina apenas à apuração de eventuais irregularidades, mas também funciona como instrumento de proteção institucional, garantindo a atuação dos profissionais médicos e a regularidade da atuação dos órgãos públicos envolvidos. Com as explicações, o conselho pediu que o depoimento de José Hiran à PF fosse cancelado.
“O Conselho Federal de Medicina jamais pretendeu exercer qualquer competência correcional em relação à Polícia Federal, inexistindo, por conseguinte, qualquer intenção de intervir na execução da pena ou de promover ingerência em atribuições constitucionalmente conferidas a outros órgãos do Estado”, diz o documento entregue ao ministro.
No início desta semana, Bolsonaro teve uma queda e bateu a cabeça na cela onde cumpre pena. A defesa pediu que ele fosse transferido a um hospiatl para exames. Moraes negou de início, afirmando que os médicos da Polícia Federal não atestaram a necessidade do deslocamento. A recusa motivou críticas da oposição e os pedidos para abertura de sindicância no CFM.
Bolsonaro, porém, foi levado ao hospital para a realização dos exames no dia seguinte à queda, após a defesa entregar laudos pedidos pelo ministro. Ele voltou à prisão no mesmo dia e não há informações, até o momento, de qualquer complicação de saúde relacionada ao acidente.